O agiota baleado identificado apenas como Miguel foi preso
em flagrante por porte ilegal de arma de fogo. Na casa dele, foram encontrados
um revólver calibre 38 com registro de furto e R$ 30 mil em dinheiro. Ele
continua internado na Santa Casa em estado grave, sob escolta policial.
Miguel foi atingido quando chegava em casa. Os atiradores
numa motocicleta o aguardavam. Segundo apurado pela reportagem, os disparos
foram certeiros. Não havia marcas de tiros na picape Fiat Strada que a vítima
dirigia. O crime foi flagrado por câmeras de segurança e as imagens poderão
ajudar a polícia durante as investigações.
O agiota foi baleado enquanto dirigia uma Fiat Strada, de
cor vermelha, na noite de ontem (29), no Bairro Portal Caiobá II, em Campo
Grande. Ferida, a vítima perdeu o controle da direção e acabou invadindo e
danificando o muro de residências, na Rua Jeromyta Maria de Souza.
Conforme boletim de ocorrência, o dono do imóvel atingido
contou que escutou um barulho forte e, ao sair para verificar, encontrou o muro
quebrado e o veículo dentro do quintal ainda ligado com um dos pneus dianteiros
estourado. A testemunha, então, desligou o carro e percebeu que o motorista
estava bastante machucado e acionou a PM (Polícia Militar) e o Corpo de
Bombeiros.
Miguel havia sido ferido no braço esquerdo, no rosto
e na clavícula. Ele foi socorrido e levado ao hospital. Vizinhos contaram à
polícia que conheciam o homem da região, que ele era “metido a bravo”, vivia
consumindo bebida alcoólica, dando tiros para cima em via pública e é agiota.
Ainda conforme relatos de testemunhas, a vítima dirigia a
picape pela via quando passou a ser perseguida por duas pessoas numa
motocicleta que fizeram vários disparos em sua direção. Para tentar escapar,
Miguel acelerou, perdeu o controle e atingiu o muro dos imóveis. O celular da
vítima foi apreendido pela Perícia Técnica.
No carro, foi encontrada uma caderneta com sangue contendo
vários nomes e valores. À polícia, a esposa da vítima confirmou que ele é
agiota, emprestando dinheiro a juros. O caso será investigado pela DHPP
(Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa)
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