Landmark cobra uso produtivo de terreno de R$30 milhões após ocupação do MST no Porto Seco

Vereador reunido com integrantes do MST na segunda-feira. (Foto: Pedro Roque)

Na
madrugada de segunda-feira (20), o Movimento
dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)
ocupou uma área
estratégica no Porto Seco
de Campo Grande
, trazendo à tona o debate sobre o uso de terrenos ociosos
na cidade. A ação, que reuniu mais
de 200 famílias
, visou chamar atenção das autoridades para a
necessidade urgente de utilizar o terreno de R$30 milhões de maneira produtiva e que
beneficie a população local.

A
ocupação pacífica,
que foi acompanhada de perto pelo Vereador
Landmark Rios (PT)
.

O
vereador esteve no local, acompanhando de perto as negociações
entre os manifestantes e as forças de segurança, buscando compreender a
situação e mediar possíveis soluções. A ação gerou discussões sobre a função social da terra e
a gestão de áreas públicas
desocupadas
na cidade.

Responsabilidade pela área
A área ocupada está em transição e atualmente não há clareza sobre quem é o responsável pela gestão
do terreno. A área pertencia
ao município de Campo Grande
, mas está sendo transferida para o
DNIT (Departamento
Nacional de Infraestrutura de Transportes)
, que deverá assumir
a gestão. O vereador
Landmark Rios
apontou a falta
de informações claras
sobre essa transição como um dos fatores
que dificultam a utilização
produtiva
do espaço. Segundo ele, é fundamental que a área seja
utilizada de forma
eficiente
, seja pela Prefeitura
ou pelo DNIT,
para garantir benefícios sociais e econômicos para a cidade.

Objetivo da ocupação do MST
Segundo Douglas Cavalheiro
da Silva
, da Direção
Estadual do MST
, o grupo ocupou o local com a intenção de criar
um cinturão verde.
Ele explicou:

“A
gente quer um espaço para plantar
verdura
e vender na cidade. A terra precisa ser utilizada para alimentar as pessoas e
gerar oportunidade de trabalho.”

O
objetivo dos manifestantes é transformar a área em um espaço produtivo, no
qual as famílias possam cultivar alimentos e comercializá-los, atendendo à demanda crescente por alimentos frescos
e locais
na cidade.

A posição do vereador Landmark
Rios

O vereador Landmark Rios reforçou que a função
social da terra
deve ser cumprida e destacou que a área do
Porto Seco tem grande potencial
de desenvolvimento
. Para ele, é urgente que a terra seja colocada em operação,
seja para o uso público
ou para produções
sustentáveis
. Ele declarou:

“Se
essa área não pode ser utilizada para o propósito original, que ela seja
destinada para uso social. Temos
famílias precisando de moradia, outras querendo produzir alimentos
para a cidade. Não podemos deixar essa
terra parada, especialmente em tempos de crise habitacional e de falta de
terras produtivas.”

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