Nova lei sobre uso de banheiros em Campo Grande já está em vigor

Vereador André Salineiro (PL), autor do projeto sancionado em Campo Grande (Divulgação)

Campo Grande (MS) – Já está em vigor em Campo Grande a Lei n.º
11.573/2025, que institui a Política Municipal de Proteção da Mulher. A
norma foi sancionada e publicada no Diário Oficial do Município (Diogrande)
e estabelece diretrizes para o uso de banheiros femininos em espaços públicos e
privados.

A proposta, de autoria do
vereador André Salineiro (PL), foi aprovada pela Câmara Municipal de Campo
Grande por 13 votos favoráveis e 11 contrários, após um debate acalorado
entre os parlamentares.

O que prevê a Política
Municipal de Proteção da Mulher

Entre os principais pontos
da nova legislação, está a determinação de que banheiros femininos sejam
destinados exclusivamente a mulheres biológicas, com foco na proteção da
intimidade, segurança e dignidade.

A lei também estabelece:

·  Igualdade
de condições biológicas em testes de aptidão física em concursos públicos
municipais.

·   Medidas
voltadas à proteção da intimidade e segurança das mulheres.

· Fiscalização
de espaços públicos e privados.

·   Adequações
em estruturas sob responsabilidade do município.

Além disso, o texto prevê
que o município não conceda apoio ou patrocínio a eventos esportivos que não
considerem o sexo biológico das participantes.

Critérios definidos na
legislação

A norma também estabelece
diretrizes específicas para aplicação da política pública:

·  Aplicação
do princípio de equidade com base em aspectos biológicos.

· Garantia de
uso de banheiros exclusivos para mulheres biológicas.

·  Adoção de
medidas para evitar constrangimentos e importunação.

· Promoção de
ações educativas, como palestras, aulas, audiências e debates sobre valorização
da mulher

A Prefeitura deverá ainda
implementar essas ações em diferentes áreas da sociedade.

Posicionamento do autor

Após a aprovação, o vereador
André Salineiro defendeu a proposta como uma medida de proteção.

“Proteger as mulheres nunca
deveria ser motivo de dúvida. Apresentei um projeto para garantir algo simples:
que banheiros femininos sejam utilizados por mulheres biológicas. Isso é
simples e óbvio, mas precisa de lei para garantir direitos que demoraram tanto
para serem conquistados”, afirmou.

O parlamentar também declarou que a medida busca prevenir
situações de risco, citando episódios registrados em outros países e relatos de ocorrências no Brasil, ainda que pontuais.

 

Repercussão e
questionamentos jurídicos

A nova lei já gera
repercussão e divide opiniões. Entidades e representantes de movimentos sociais
apontam possível conflito com princípios constitucionais.

Procurada pela reportagem, a
presidente da Associação das Travestis e Transexuais de Mato Grosso do Sul
(ATTMS), Manoela Kika, afirmou que a norma é inconstitucional.

Aplicação e dúvidas sobre
alcance

A Prefeitura de Campo Grande
foi questionada sobre como a legislação será aplicada, especialmente em relação
a estabelecimentos privados, como bares e restaurantes.

Até a última atualização,
não houve retorno oficial sobre os critérios de fiscalização nesses ambientes.

Contexto político

A proposta foi debatida e
aprovada pela Câmara Municipal de Campo Grande, onde recebeu 13 votos
favoráveis e 11 contrários
, refletindo um cenário de divisão entre os
parlamentares.

O tema tem sido recorrente
em debates políticos no país, envolvendo direitos individuais, segurança e
interpretação da legislação vigente.


Informe MS News acompanhou o
caso desde o início

O Informe MS News
saiu na frente e acompanhou todas as etapas da proposta, desde a mobilização
popular até a aprovação no Legislativo.

Relembre:

Abaixo-assinado
pressiona por sanção do projeto

https://www.informemsnews.com.br/noticia/77/abaixo-assinado-pressiona-por-sancao-de-projeto-sobre-protecao-as-mulheres-em-campo-grande

Câmara
aprova projeto sobre uso de banheiros femininos

https://www.informemsnews.com.br/noticia/74/camara-aprova-projeto-de-salineiro-que-garante-banheiro-feminino-exclusivo-para-mulheres-biologicas

O que pode acontecer agora

Com a lei em vigor, os
próximos passos incluem:

·  Regulamentação
prática da norma.

·  Definição
de critérios de fiscalização.

 

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